À primeira vista, consumir água proveniente de fontes alternativas como poços, bicas e caminhões-pipa pode parecer atraente. Essa, aliás, costuma ser a saída encontrada pela população em situações de emergência ou mesmo para economizar dinheiro. Mas é aí que está o perigo. De acordo com especialistas, é grande o risco de contágio por doenças como hepatite e amebíase.
"Muitas vezes o lençol freático está contaminado. Não é porque a água está correndo limpinha que ela é própria para consumo", alerta José Luiz Negrão Mucci, professor do Departamento de Saúde Ambiental, da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Segundo Mucci, todas as doenças por veiculação hídrica são diarréicas, o que faz com que as pessoas, usualmente, atribuam o sintoma à ingestão de um alimento estragado. "Existe uma série de protozoários que pode ocasionar uma doença por via hídrica. A demora no diagnóstico pode proporcionar o surgimento de um problema crônico no paciente". Ele ainda ressalta que antes de usufruir dessas fontes é preciso conhecer sua procedência. "De onde vem a água do caminhão-pipa, por exemplo? Não sabemos. É necessário que se faça uma análise da água, com os testes adequados, para saber se ela pode ser consumida ou não".
Para tornar-se própria para consumo, a água deve atender aos padrões estabelecidos pela Portaria 518/2004, do Ministério da Saúde. A legislação estabelece quais substâncias devem ser monitoradas e o limite máximo permitido para cada uma delas.
Tão importante quanto a fiscalização pelo poder público (Vigilância Sanitária) é a consciência dos responsáveis e usuários de que sua saúde e bem-estar dependem da exploração adequada dos recursos hídricos.

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